“Vamos encarar a realidade: talvez, eu nunca me case.”
Foi essa a minha afirmativa dias atrás postada no twitter e retweetada por outra amiga blogueira. Alguns podem até falar que logo surge alguém para mudar essa minha opinião ou que sou nova demais para ficar sofrendo com isso. Mas por que isso seria motivo de sofrimento e lamentação? No meu caso, digo: tenho lá meu lado romântico e menininha e, confesso, já passei algumas horas pensando em como seria meu vestido, se seria uma cerimônia de dia ou à noite e toda essa embromação mulherzinha. Às vezes, até fico meio triste por constatar as minhas "tragi-comédias". E, sim, seria motivo suficiente para eu me lamentar um bocado por tempo indeterminado da vida. Porém, convenhamos – acho que nos tornamos reféns do que a sociedade dita como certo ou errado e o casamento há pouquíssimos anos deixou de ser obrigatório para a plena realização pessoal. Se eu tenho medo de morrer sozinha? Ah, tenho sim. E já adianto nada que livros, música, dança, filmes, viagens, chocolate, bebidas, festas ou a calmaria de um casa repleta de amigos e bichos de estimação possam suprir. Aquelas paixões avassaladoras de tempos em tempos surgem e compreendendo que a vida é cheia de oportunidades, devemos aproveitá-las correndo o risco de que não leve a lugar nenhum, deixando apenas boas lembranças. Não digo que “não quero casar, cruzes”, não. Pelo contrário, estou aqui cogitando: e se ninguém suportar minhas manias, meus defeitos, meus momentos de extrema efusão ou de carência; e não queira fazer amor-e-sexo nem ter filhos comigo... Porque querer, eu até quero, mas não depende somente de mim. Que mal há? Pode parecer atitude precipitada, mas também já planejo produção independente caso nem isso ocorra. Adoção, ou não, para ser mais precisa. Assunto que trato numa outra ocasião. Mesmo existindo a facilidade do divórcio ainda defendo o casamento e a instituição família, sabendo de todas as mudanças que implicam e que nem tudo são flores. Mas são duas pessoas entregues, lutando e apoiando um ao outro e em busca de maturidade juntos.
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