Blues e Poesia
... Evite evidências, faça de propósito!
domingo, 26 de agosto de 2012
AMANHÃ SERÁ MELHOR QUE HOJE!
Amanhã começa uma nova semana, cheia de sonhos e com uma grande esperança, uma vontade guardada no meu coração.
"Nem sempre a gente faz a escolha certa. Nem sempre nós escolhemos estar nos caminhos iluminados. De vez em quando, por causa da fragilidade que existe em nós, nós pegamos alguns atalhos e de repente descobrimos que não esta valendo a pena estar lá onde a gente está, vivendo como a gente esta vivendo e sendo quem a gente é. Não pode haver uma insatisfação maior na vida, ser quem a gente não gostaria de ser. Viver essa inadequação existencial de não alcançar aquilo que verdadeiramente podemos alcançar.”
(Padre Fabio de Melo)
MEDO DE VIVER SOZINHO
Meu maior medo não é morrer sozinho, ainda que morrer sozinho, sem visitas em um hospital ou sem pássaros num asilo, é tão triste quanto uma pilha de discos de vinil para vender. Meu maior medo é viver sozinho e não me acompanhar. Meu maior medo é ter um dia de aniversário por ano para lembrar de que não nasci, de que estou "apenas olhando". Meu maior medo é perder a curiosidade da solidão. Ficar com alguém para disfarçar a espera, esquecendo do egoísmo de prender esse alguém de uma nova chance. Meu maior medo é ser reconhecido por aquilo que poderia ser. Meu maior medo é dizer sim para desistir depois, dizer não para querer depois. Meu maior medo é não ser avisado pelo medo. Meu maior medo é fingir que estou bem e me contentar em afirmar "o problema não é você, sou eu" em cada fim de relacionamento. E não acreditar nisso, seguir sendo o problema dos outros para me livrar de meu problema. Meu maior medo é viver sozinho e não ter fé para receber um mundo diferente e não ter paz para se despedir. Meu maior medo é almoçar sozinho, jantar sozinho e me esforçar em me manter ocupado para não provocar compaixão dos garçons. Meu maior medo é ajudar as pessoas porque não sei me ajudar. Meu maior medo é desperdiçar espaço em uma cama de casal, sem acordar durante a chuva mais revolta, sem adormecer diante da chuva mais branda. Meu maior medo é a necessidade de ligar a TV enquanto tomo banho. Meu maior medo é conversar com o rádio em engarrafamento. Meu maior medo é enfrentar um final de semana sozinho depois de ouvir os programas de meus colegas de trabalho. Meu maior medo é a segunda-feira e me calar para não parecer estranho e anti-social. Meu maior medo é escavar a noite para encontrar um par e voltar mais solteiro do que antes. Meu maior medo é não conseguir acabar uma cerveja sozinho. Meu maior medo é a indecisão ao escolher um presente para mim. Meu maior medo é a expectativa de dar certo na família, que não me deixa ao menos dar errado. Meu maior medo é escutar uma música, entender a letra e faltar uma companhia para concordar comigo. Meu maior medo é que a metade do rosto que apanho com a mão seja convencida a partir com a metade do rosto que não alcanço. Meu maior medo é escrever para não pensar!
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Vacilou? A porta está aberta,
A verdade é que, se me analisarem hoje, eu virei outra pessoa. Sou quase a mesma de sempre, mas sinto que não sou mais boazinha. Minha tolerância acabou, minha intuição fareja à distância uma cabecinha ruim. Não aceito mais ser amiga de stalkers, de gente mal-resolvida e que me ferra pelas costas. Não tenho raiva de ninguém, mas minha prioridade agora é uma só: eu. Podem me chamar de egoísta, eu aceito. Mas chega uma hora na vida que a gente tem que parar de ser boa com os outros e ser boa – primeiramente - com a gente. Fiquei amarga? Não mesmo. Agora eu sou prática. Vacilou? A porta está aberta, meu bem. Sem dó nem piedade.
Outro dia uma amiga me disse uma frase que prometi não esquecer: quando o “ajudar ao outro” começa a te prejudicar, chegou a hora de parar. OK. Me desculpem, então, os que larguei à deriva. Salve-se quem puder! (Não é esse o clima?).
É, gente, infelizmente, tudo tem seu limite. A gente nunca vai ajudar alguém que (de alguma maneira) quer te prejudicar. É a mesma coisa que salvar quem está afogando. Se bobear, um abraço. Em um minuto, os dois estarão lá no fundo…
Acho que deveria ser instituído com amigos igual fazemos com namorado. Uma coisa do tipo: querida, vamos terminar… Acho muito digno. E até saudável. Afinal, se quase nada é eterno, quem disse que amizades não podem chegar ao fim?
Eu sempre fui boazinha, admito. Mas… EU FUI. Agora, acreditem ou não, não sou mais. E não vou tolerar ninguém que me faça ter sentimentos que não sejam incríveis. É uma questão de respeito com a minha própria vida. E comigo mesma. Não quero. Não posso. Não vou. E, se insistir, eu vou botar pra quebrar, despejar cada palavra dura, doa a quem doer. Estão com medo? (Eu estaria). Cansei de cobranças, chantagens emocionais, meu coração antes mole ficou forte, imaginem só! 4 séries de 8 durante anos e anos…. (Me entendem?).
Então pra você que acha que eu sou a mesma boba de sempre (que escuta, releva e põe panos quentes), um aviso: tome cuidado comigo. Porque agora que eu sei o que me é caro, não vou mais deixar barato.”
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Mulheres Inteligentes X Homens Babacas
Toda mulher que se preze já se apaixonou por um babaca. A história é quase sempre a mesma, o final também. A gente conhece um cara, ele se mostra doce, maravilhoso e bem resolvido. A gente – encantada – guarda a intuição no fundo da gaveta, veste o melhor decote (e o melhor sorriso) e sai linda, leve e solta para mais um capítulo cheio de frases mal contadas, celular desligado e eventuais sumiços. Verdade seja dita: a gente sente que tem alguma coisa errada, mas acaba fazendo vista grossa. E acha que está sensível demais, exigente demais, desconfiada demais. E deixa rolar. O resultado? O cara te enrola, te pede desculpas. Depois vacila de novo e te enche de presentes. Meninas, estou escrevendo este texto para eu mesma decorar. Imprimir. E nunca mais esquecer. A gente não pode sair por aí perdendo nosso tempo com esses babacas. Chega de desculpar tanto, de tampar o sol com a peneira. Quando um cara REALMENTE está afim de você, ele vai até o inferno por você. Essa verdade ninguém me tira. Não tem trabalho, família, futebol, amigos, crise existencial, nem celular sem bateria que façam com que ele – caso tenha educação e a mínima consideração – não tenha tempo de dizer um simples “oi”. Isso não é pedir muito, concorda? O cara não precisa dar satisfação a toda hora, te ligar várias vezes por dia, isso é chato e acaba com qualquer romance. O que eu quero dizer é que mulher precisa de carinho. Atenção. E uma sacanagem bem-dosada. Se o sujeito vive brincando de esconde-esconde, não responde lindamente suas mensagens, não te chama pra sair com os amigos dele e nem tenta te agarrar quando você diz que está com uma lingerie de matar por debaixo da roupa, minha amiga, o negócio está feio. Muito feio. Confesso que não é tarefa fácil colocar um ponto final de uma hora pra outra nessas histórias. Somos seres românticos, abduzidos pelos finais felizes dos filmes e livros. A gente sempre acha que alguma coisa vai mudar, que ele vai perceber TUDO o que está perdendo e vai aparecer com flores na porta da nossa casa. Mas a realidade é diferente. Não somos a Julia Roberts, não estamos numa comédia romântica e, na vida real, homens são simples e previsíveis. Quando eles querem uma coisa, não há nada – nem ninguém – que os impeça. Portanto, anotem aí: quando um cara está afim de você, ele vai te ligar, ele vai te procurar, ele vai te beijar, ele vai querer estar sempre com as mãos em cima de você. Não sou radical, apenas cansei de dar desculpas pra erros que não são meus. Ou são. Afinal um cara babaca sempre dá pistas de que é babaca. Só não enxerga, quem não quer.
:)
:)
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
e Talvez, eu nunca me case!
“Vamos encarar a realidade: talvez, eu nunca me case.”
Foi essa a minha afirmativa dias atrás postada no twitter e retweetada por outra amiga blogueira. Alguns podem até falar que logo surge alguém para mudar essa minha opinião ou que sou nova demais para ficar sofrendo com isso. Mas por que isso seria motivo de sofrimento e lamentação? No meu caso, digo: tenho lá meu lado romântico e menininha e, confesso, já passei algumas horas pensando em como seria meu vestido, se seria uma cerimônia de dia ou à noite e toda essa embromação mulherzinha. Às vezes, até fico meio triste por constatar as minhas "tragi-comédias". E, sim, seria motivo suficiente para eu me lamentar um bocado por tempo indeterminado da vida. Porém, convenhamos – acho que nos tornamos reféns do que a sociedade dita como certo ou errado e o casamento há pouquíssimos anos deixou de ser obrigatório para a plena realização pessoal. Se eu tenho medo de morrer sozinha? Ah, tenho sim. E já adianto nada que livros, música, dança, filmes, viagens, chocolate, bebidas, festas ou a calmaria de um casa repleta de amigos e bichos de estimação possam suprir. Aquelas paixões avassaladoras de tempos em tempos surgem e compreendendo que a vida é cheia de oportunidades, devemos aproveitá-las correndo o risco de que não leve a lugar nenhum, deixando apenas boas lembranças. Não digo que “não quero casar, cruzes”, não. Pelo contrário, estou aqui cogitando: e se ninguém suportar minhas manias, meus defeitos, meus momentos de extrema efusão ou de carência; e não queira fazer amor-e-sexo nem ter filhos comigo... Porque querer, eu até quero, mas não depende somente de mim. Que mal há? Pode parecer atitude precipitada, mas também já planejo produção independente caso nem isso ocorra. Adoção, ou não, para ser mais precisa. Assunto que trato numa outra ocasião. Mesmo existindo a facilidade do divórcio ainda defendo o casamento e a instituição família, sabendo de todas as mudanças que implicam e que nem tudo são flores. Mas são duas pessoas entregues, lutando e apoiando um ao outro e em busca de maturidade juntos.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Nada?
Hoje eu vou falar de uma coisa que é mais voltada ao público masculino, mas que envolve diretamente o casal.
Vocês estão lá no “maior love” (adoro expressões antigas) quando, de repente, não mais que de repente, o ar fica um pouco mais pesado. Você sente que algo mudou e fica aquela sensação de estranheza.
Então vem a pergunta mais lógica que se pode fazer nessas ocasiões: está tudo bem?
Chegamos ao que pautará esse post. A resposta que é (quase) universal a essa pergunta:
“Nada”
O fato é que essa singela palavra de quatro letras é apenas um portal para o abismo mágico que leva ao significado dela. É um significado maior que um mundo e, por trás dele, há um leque de possibilidades mas, com certeza, foi algo que você fez.
Agora, meu camarada, é rebolar pra tentar descobrir o que poderia ter causado aquele “nada”. E aí vale qualquer dica que ela possa dar (inconscientemente, claro, porque ela não vai ter dizer nada mais do que já disse, que foi “nada” ) ou você vai ter que rebobinar suas ações (ou a falta delas, tipo uma data esquecida) do último mês.
Mas vamos com calma pro bonde não virar. Nem tudo está perdido.
Vou contar um segredo que me foi confidenciado nesses anos de vida que meu “Padinho” Cícero me deu (os anos de vida, não o segredo).
Mulheres são muito pouco objetivas e isso não é nenhuma novidade (ou é?). Quando uma ela diz “Nada”, antes de querer realmente que você descubra o motivo da resposta, ela quer ver você mostrar que se importa com ela e com o que ela está sentindo. Grande parte da desculpa pela bobagem feita (no julgamento dela, claro) começa em você mostrar que se importa.
Então, piàzada, quando vocês ouvirem essas palavras saírem da boca de seus amores, não diga “Tudo bem” e volte a jogar seu playstation (quer dizer, se você não quiser dar seguimento a esse relacionamento até pode dizer, porque um futuro tenebroso irá te aguardar.)
É cansativo, é complicado, é desgastante, mas é assim que é. Para ser ter a parte boa, o estar juntinho, tem que levar no pacote as partes mais chatas também.
A boa notícia é que esses momentos são minoria (se não, ninguém ia se relacionar, hehe) e quando você aprende a lidar com eles, as coisas se tornam mais fáceis. Pouco, é verdade, mas se tornam.
Paciência é fundamental e, com certeza, você será recompensado por tê-la.
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